Ocionéticos

"Do ócio vem as grandes idéias" (Bill Gates)

Frases

Do ocio vem as grandes ideias!.

Bill Gates

Não existe prazer em não ter nada para fazer. A graça é ter muito o que fazer e não fazer nada

Mary Little

Sobre...

Falar da vida alheia, do cotidiano, utilidades, [mau] humor, música, cinema, [mau] comportamento, histórias, relatos, experiências, filosofia, falta do que fazer, tranqueira pra baixar e tudo que eu não tenha conseguido lembrar, aqui nesse blog.

Reflexão sobre dúvidas existenciais

Dando uma surfada pela Internet, esbarrei num post do Twitter da @JuDacoregio que me levou ao Fotolog dela. Lá, encontrei uma cópia de um texto de outro blog.

O que temos é isso... Vivamos!
E se o pior for verdade mesmo? E se Deus não existir? E se a gente viver uma vez só e ponto? Oras, você não quer fazer parte da experiência? Você sabe, ora diabos, nem tudo é uma droga. Eu tenho que parar de atormentar minha existência procurando respostas que não vou conseguir, e aproveitar a vida enquanto ela está aí. Depois... quem sabe? Talvez exista realmente algo, ninguém sabe realmente. Sim, eu sei que o 'talvez' é uma corda frágil para que a gente se agarre nela com unhas e dentes, mas é a melhor que nós temos, não? E então voltei à minha poltrona, e comecei a valorizar minha própria vida.
Não pude deixar de pensar e refletir sobre isso. Quantas vezes, antes de ter minha convicção da imortalidade da consciência (chamado pelas religiões de espírito, alma etc), não me deparei com a mesma situação desse texto? Acho que nem eu sei mais... mas isso, pouco importa agora.

Me desprendendo de minhas convicções (os quais são minhas, não tenho como provar e o que posso esperar é que um dia a Ciência de fato consiga isto), procurei em um pensamento menos espiritualista, escrever algo que pudesse fazer qualquer materialista pensar e refletir em momentos de crise existencial.

Nem tudo é uma droga. Na real, o que é uma droga é aquilo que não aceitamos que acontece.

Acho que a frase "there's no spoon" simplifica muito o que eu quero dizer, mas acho que seria frieza da minha parte.

A vida é um rio de correnteza forte. Quanto mais insistimos em nadar contra ele, mais nos cansamos e percebemos que é desgastante e inútil. Então, quando aceitamos deixar a correnteza nos levar sem ter medo do que vem pela frente, aproveitamos o fluxo. É claro que devemos desviar das pedras que vem pelo caminho. Mas você sabe que não adianta nadar contra. Então, se não dá para evitar passar pelo trecho rochoso, passe, rale, esfole! Mas passe com a certeza que não há alternativa a não ser fazer isto.

Provocar um afogamento?

Poderia ser!

Evitaria as dores do impacto com as pedras?

Talvez!

Mas e se a simples tentativa de se afogar deixasse você apenas zonzo, sem condições de nadar, porém ainda consciente?

E se morrer afogado for mais doloroso que bater nas pedras?

A nossa Ciência diz que morrer afogado APARENTEMENTE não produz sofrimento mais que alguns minutos. Mas nunca conseguiu medir e fazer experimentar isto em laboratório. Nenhum morto deu seu depoimento sobre isso (e os que supostamente deram não são levados em conta nesta análise por não ser possível provar sua existência).

Então? Você sabe que enfrentar as pedras irá doer, mas que de algum modo, mais cedo ou mais tarde, você supera. Muitos trechos assim já foram passados antes e você sabe que esse que vem pela frente provavelmente não será o último.

então, a pergunta que fica no ar é:

você prefere o caminho da certeza ou o caminho da dúvida sem resposta?

Abraços a todos leitores.
Iuri Sônego Cardoso

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